Integração energética: vantagem para todos

Não é apenas no Brasil que a Eletrobrás investe em energia elétrica limpa e renovável. A empresa também atua em projetos no setor elétrico de países vizinhos – como Argentina, Uruguai, Peru, Guiana, Venezuela, Honduras, El Salvador e Nicarágua – e até de outros continentes.

Só nesses oito países, os projetos envolvem aproximadamente 16 mil MW de geração hidrelétrica e cerca de 10 mil quilômetros de linhas de transmissão. Os estudos mais adiantados são o das usinas de Inambari, no Peru, e de Tumarín, na Nicarágua, e das linhas de transmissão que ligam o Brasil ao Uruguai, de cerca de 400 quilômetros de extensão.

No Peru, a Eletrobrás participou, nesta semana, do Seminário de Integração Energética Peru-Brasil, na Universidad Ricardo de Palma, em Lima. O evento teve como objetivo analisar os avanços da integração energética entre os dois países de maneira que ela gere benefícios para ambos. Atualmente, Brasil e Peru estudam, em conjunto, a viabilidade da construção da hidrelétrica de Inambari, localizada em território peruano, e também fazem análise de pré-viabilidade de mais quatro usinas: Paquitzapango, Tambo 40, Tambo 60 e Mainique.

Para a Eletrobrás, essas iniciativas trazem benefícios ao Brasil e são essenciais para a integração energética do continente. “Um país com grande potencial hidrelétrico pode usar parte da energia gerada para seu desenvolvimento e vender o restante”, explica o superintendente de Operações no Exterior da Eletrobrás, Sinval Gama. O intercâmbio de energia elétrica também permitirá substituir, em momentos de poucas chuvas e baixa geração hidrelétrica no Brasil, a utilização de termelétricas, que usam combustível fóssil, pela energia hidrelétrica (limpa) que virá desses países vizinhos.

A Eletrobrás realiza estudos do projeto da usina de Inambari, no Peru

A Eletrobrás realiza estudos do projeto da usina de Inambari, no Peru